Home / Área de Atuação / O Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono

O Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono

O Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono

Untitled-1

O Ronco e Apneia Obstrutiva do sono as pessoas que roncam alto são frequentemente alvo de brincadeiras e sofrem com cotoveladas no meio da noite. Mas o roncar não é assunto para piada. Ao mesmo tempo em que a disfunção do ronco alto, na melhor das hipóteses, é um problema social que pode causar estresse nos relacionamentos, para muitos homens, mulheres e até crianças, o hábito de roncar alto pode sinalizar um desarranjo com risco a vida, a Apneia Obstrutiva do Sono.

RONCAR NÃO É, NECESSARIAMENTE, APNEIA DO SONO

É importante reconhecer a diferença entre um simples Ronco e a Apneia Obstrutiva do Sono. Muitas pessoas roncam. Estima-se que de 30% a 50% da população americana ronca significativamente num momento ou outro de suas vidas. A maioria das pessoas já ouviram falar de indivíduos cujo ronco pode ser ouvido de bem longe. Roncos desta magnitude podem causar os mais variados problemas, como brigas matrimoniais, desordens do sono e o despertar abrupto, muitas vezes causado pela própria pessoa que está roncando. Mesmo assim, o ronco nem sempre equivale a apneia obstrutiva do sono, sendo às vezes apenas um inconveniente social. Há muitas opções disponíveis a roncadores crônicos.

Alguns dos tratamentos não-médicos que podem atenuar o ronco, incluem:

PERDER PESO: Mesmo 4 kg ou 5 kg já podem fazer diferença.

MUDAR A POSIÇÃO DE DORMIR: Porque a tendência é roncar mais quando se dorme de costas, dormir de lado pode ser de ajuda.

EVITAR ÁLCOOL, CAFÉ E REFEIÇÕES PESADAS: Em especial duas horas antes de ir para cama.

EVITAR SEDATIVOS: Podem relaxar os músculos de sua garganta e aumentar a tendência a obstrução da via aérea relacionada ao roncar.

Há também outras opções de tratamento, incluindo as seguintes:

RADIO FREQUENCIA DO PALATO MOLE usa as ondas de rádio para fazer encolher o tecido na garganta ou língua, consequentemente aumentando o espaço na garganta e tornando mais improvável a obstrução do ar. Com o uso de vários tratamentos o tecido interno encolhe enquanto o tecido externo permanece inalterado. São necessários vários tratamentos, mas o sucesso a longo prazo deste tipo de tratamento ainda não foi determinado.

UVULOPLASTIA COM AJUDA DE LASER é um processo cirúrgico no qual se remove a úvula e o tecido adjacente para se abrir a via aérea por trás do palato. Este procedimento é comumente usado para se aliviar o ronco.

IDENTIFICANDO E TRATANDO A APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO (OSA). Diferentemente de um simples ronco, a Apneia Obstrutiva do Sono é uma condição que impõe risco a vida que requer atenção médica. Os riscos em não se diagnosticar OSA incluem ataque do coração, derrame, batimento cardíaco irregular, alta pressão sanguínea, doenças do coração e diminuição da libido. 

Adicionalmente, a OSA é responsável por sonolência fora de hora que pode resultar em acidentes, perda de produtividade e problemas nos relacionamentos interpessoais. Os sintomas podem ser brandos, moderados ou graves.

A Apneia do Sono é um tanto quanto comum. Um em cada cinco adultos tem pelo menos a apneia branda do sono e um cada 13 adultos tem apneia moderada do sono. A OSA também afeta de 1% a 3% das crianças. Durante o sono a via aérea superior pode ficar obstruída pelo excesso de tecido, amígdalas grandes e/ou língua grande. Também podem contribuir para o problema os músculos das vias aéreas, que ficam relaxados e afrouxam durante o sono, as passagens nasais e o posicionamento da mandíbula.

O rompimento da respiração, ou apneia, trazida por estes fatores, dá inicio a impulsos cerebrais com o intuito de fazer com que a pessoa acorde para reiniciar o processo respiratório. Este ciclo é repetido muitas vezes durante a noite e pode resultar em profunda privação e um bom número de problemas de saúde. A apneia do sono geralmente é definida pela presença de mais que 30 apneias durante 7 horas de sono. Em casos graves os períodos sem respirar podem chegar a 60 ou 90 segundos e ter uma recorrência de 500 vezes por noite.

Àqueles que tem OSA com frequência estão despercebidos de sua condição e acham que dormem bem. Os sintomas que normalmente fazem com que estes indivíduos busquem ajuda são a sonolência diurna ou queixas de ronco e interrupções respiratórias percebidas pelo seu companheiro(a). Outros sintomas podem incluir:

 Ronco com pausa na respiração (apneia)

 Excessiva sonolência diurna;

 Engasgos ou sufocamento durante o sono;

 Sono não reparador;

 problemas com as funções mentais;

 dificuldade em avaliar as coisas/ incapacidade de se concentrar;

 perda de memória;

 rapidez em se irar;

 alta pressão sanguínea

 dores no abdome durante a noite

 depressão

 problemas com excesso de peso 

 pescoço grande (>43 cm circunferência em homens; >40 cm em mulheres)

 Excesso de ar nas vias respiratórias

 dores de cabeça matinais

 libido reduzida

 frequentes idas ao banheiro durante a noite

Diagnosticando Desordens do Sono

Se você mostra ter muitos sintomas de OSA é importante consultar seu  Cirurgião Bucomaxilofacial do CDF , para um exame completo e diagnóstico preciso. 

Na primeira visita se verificará o histórico médico e será realizado um exame de CABEÇA E PESCOÇO na busca por problemas que estejam contribuindo para desordens respiratórias relacionadas ao sono. Uma conversa com seu companheiro(a) e outros membros da casa sobre seu comportamento ao dormir e acordar pode ser realizada. Se houver suspeita de distúrbio do sono ele lhe recomendará uma clinica do sono, a qual monitorará seu padrão de sono noturno através de um exame especial chamado polissonografia.

A polissonografia requer que você passe uma noite de sono na clinica enquanto uma câmera de vídeo monitora seu padrão de sono e coleta informações relativas ao numero e a duração de cada interrupção respiratória e sobre outros problemas que por ventura atrapalhem seu sono. Com frequência se realiza um estudo “noite dividida”, durante o qual se usa um aparelho de avaliação da C-PAP (Continuous Positive Airway Pressure). Durante a polissonografia todo esforço é feito de forma a não se criar distúrbio algum ao seu sono.

Untitled-2

Tratando a Apneia do Sono 

A apneia obstrutiva do sono pode ser tratada de forma efetiva. Dependendo da OSA, se é leve, moderada ou grave, seu CIRURGIÃO irá selecionar o tratamento que for melhor para você. 

Mudança no comportamento

Se você for diagnosticado como tendo apneia do sono nível leve, é possível que seu cirurgião recomende tratamentos não-médicos de forma a reduzir o ronco: perda de peso, evitar o álcool, a cafeína e refeições pesadas até duas horas antes de deitar, exclusão de sedativos, e a mudança na posição ao dormir. Em casos leves estas intervenções práticas podem melhorar e até mesmo curar o ronco e a apneia do sono.

Aparelhos Orais

Se você tem apneia do sono leve a moderada, ou está impossibilitado de usar C-PAP, estudos recentes tem mostrado que um aparelho oral pode ser uma terapia eficiente de primeira linha. O aparelho oral é um aparelho modelado colocado na boca à noite de forma a segurar a mandíbula e avançar a posição da língua. Por puxar a mandíbula para frente, o aparelho eleva o palato mole ou segura a língua para evitar que ela fique caindo de volta na via respiratória e bloqueie a respiração. Os aparelhos orais são indicados para uso em pacientes com OSA em níveis leves ou moderados que preferem aparelhos orais, àqueles que não respondem a sistemas C-PAP, àqueles aos quais não se recomendam C-PAP, ou que não obtiveram sucesso com tentativas de tratamento C-PAP ou mudanças comportamentais. 

Untitled-3

Os pacientes que usam aparelhos orais (EX. TAP), QUE PODEM SER REALIZADOS NA CDF, tem de fazer acompanhamento com seu cirurgião Bucomaxilofacial regularmente para que haja um monitoramento de especificações, para se assegurar que o aparelho esteja funcionando corretamente e para se certificar de que as condições não estejam piorando. C-PAP ( Pressão Positiva Continuada nas Vias Aéreas) E Bi-PAP (binível). Um aparelho C-PAP representa um tratamento eficiente em pacientes com OSA moderada e é um tratamento de primeira linha para aqueles diagnosticados com apneia grave do sono. Com a ajuda de uma mascara especialmente adaptada ao nariz do paciente o fluxo de ar pressurizado constante e prescrito do C-PAP previne que as vias aéreas ou garganta falhem. Em alguns casos podem ser usados aparelhos Bi-PAP que sopram o ar a duas velocidades diferentes de pressão.

Apesar de os aparelhos C-PAP e Bi-PAP mantém a garganta aberta e previnem  o ronco e interrupções respiratórias, estes apenas tratam a condição mas não curam o problema. Ao parar de usar o C-PAP ou Bi-PAP os sintomas voltarão.

Apesar de C-PAP e Bi-PAP serem com frequência os primeiros tratamentos escolhidos, estes podem ser tratamentos difíceis do paciente aceitar e usar. Se você os acha difícil de usar, não descontinue seu uso sem falar com seu médico. Seu cirurgião Bucomaxilofacial pode sugerir outros tratamentos eficientes.

Untitled-4

Cirurgia efetiva para a Apneia do Sono

Uma intervenção cirúrgica pode ser uma alternativa viável para alguns pacientes com OSA, entretanto é importante ter em mente que nenhum procedimento cirúrgico é um sucesso universal. Cada paciente tem seu próprio formato de nariz e garganta, assim, antes de pensar em cirurgia, seu cirurgião bucomaxilofacial irá fazer medições das vias aéreas em diferentes pontos e verificar se há fluxos anormais de ar do nariz aos pulmões. Esteja certo de que 

OS CIRURGIÕES DA CDF terão a experiência de que você precisa, além do treinamento e a habilidade necessários para a realização dos seguintes procedimentos cirúrgicos:

Avanço Maxilomandibular

Antes > Via aérea estreita

Depois> Via aérea alargada

A maxila e a mandíbula são cirurgicamente movidas para a frente e os tecidos moles da língua e palato também são movidos para a frente, novamente abrindo as vias aéreas superiores. O AVANÇO MAXILOMANDIBULAR é a técnica MAIS ADEQUADA PARA O TRATAMENTO DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO GRAVE. CONJUNTAMENTE A ESSE PROCEDIMENTO PODERÃO SER CONSIDERADOS A UVULOPALATOFARINGOPLASTIA e o avanço do músculo genioglosso. 

A cirurgia bucomaxilofacial é a especialidade da odontologia que inclui o diagnóstico, o tratamento cirúrgico e o manejo de doenças, lesões e deformidades, envolvendo aspectos funcionais e estéticos tanto do tecido duro quanto mole da região bucomaxilofacial.

 NÓS DO CDF AGUARDAMOS VOCÊ PARA UMA AVALIAÇÃO MAIS DETALHADA DA SUA PATOLOGIA. 

 

Top